Em nosso último post falamos sobre as barreiras que existem ao querer incorporar as TIC nas escolas e na sala de aula.Encontrei essa matéria na revista Nova Escola que fala muito sobre isso ! É interessante conferir!
Fonte: revistaescola.abril
Tem, mas ainda é pouco
Os recursos materiais para uso da tecnologia já estão disponíveis, ao menos nas escolas públicas das grandes capitais. Mas ainda são insuficientes e não estão a serviço da aprendizagem dos alunos.
Os números da pesquisa feita pela Fundação Victor Civita mostram que há equipamentos nas escolas, mas seu uso ainda é muito mais burocrático do que pedagógico. Os funcionários administrativos acessam as máquinas 4,7 vezes por semana, em média - enquanto os professores só fazem isso 3,2 vezes por semana e os alunos ainda menos: 2,6 vezes por semana, em média. Entre outros fatores, a quantidade de máquinas disponíveis faz diferença (como mostra a tabela da próxima página). Quanto mais computadores a escola tem, maior é a frequência de uso para atividades educacionais, inclusive com a participação dos estudantes.
Além disso, a conexão à internet é fundamental para desenvolver um bom trabalho. Segundo o levantamento, as escolas que têm apenas conexão discada acabam utilizando as máquinas apenas para atividades administrativas ou para tarefas muito básicas, como ler notícias, copiar conteúdos, consultar mapas, usar calculadora ou planilha eletrônica. Já nas escolas em que os professores fazem um uso mais avançado da tecnologia em atividades com os alunos (como criar blogs e páginas na web, programar ou desenvolver projetos de iniciação científica ou usar robótica educacional e programas de modelagem 3D), o acesso é quase sempre via banda larga.
Roseli Lopes de Deus, pesquisadora do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LSI/USP) e uma das coordenadoras do estudo, destaca que a questão da mobilidade também é essencial para um bom uso das máquinas a serviço da aprendizagem. "Nos próximos anos, eu acredito que teremos acesso a um produto que vai ficar entre um celular e um laptop, ou seja, será fácil de carregar e terá capacidade de armazenamento razoável e preço menor que o dos laptops atuais", diz ela (leia mais na entrevista abaixo).
18% das escolas que têm laboratório de informática não usam o recurso para trabalhar com os alunos.
Roseli Lopes de Deus é pesquisadora do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da
USP, que coordenou a análise dos dados levantados pelo Ibope em 400 escolas de 13 capitais brasileiras
O que mudou nos últimos dez anos no investimento em computadores para escolas?
Roseli Hoje, paga-se menos por computadores mais potentes e com recursos multimídia e a tecnologia sem fio pode facilitar muito o acesso à internet, que antes era difícil e caro. O governo reduziu os impostos na produção de computadores e criou programas para facilitar a aquisição de máquinas pelos professores. E ainda há o projeto Um Computador por Aluno, um passo além do conceito do laboratório de informática.
A mobilidade dos equipamentos pode melhorar o uso?
O que falta para ampliar o acesso à tecnologia?
E o que os professores podem fazer na sala de aula?
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